Genesis Revolution

X Green: uma empresa que ainda vai nascer, e já quer nascer com sistema

Levantamento da reunião de 11 de setembro para o Denderson entrar na conversa inteiro. Quem é quem, o que dói hoje, o que o sistema precisa ter, item por item, e o que ficou fechado.

Empresa X Green Sócios Hernani e Elias Farias País Estados Unidos Reunião 11/09/2026 · 1h52

Contexto

O que é a X Green

A X Green é uma sociedade nova entre Hernani e Elias Farias, no ramo de construção e reforma.

O Elias já tem empresa de construção própria e mais de 20 anos de ofício, com equipe, obra em andamento e cliente americano. O que ele nunca teve foi sistema. Sempre foi tudo na mão, sem nenhuma ferramenta ajudando, com ele tocando cada parte sozinho: orçamento, lista de material, permit, obra, cobrança.

O Hernani vem do comercial e já trabalha com seguro de vida. Foi ele quem pediu a reunião: conhece o trabalho da Anna, sabe o que a Genesis resolve, e viu que era o caminho para a empresa nova nascer estruturada em vez de repetir a mão que cansou o Elias por vinte anos.

E é isso que muda o trabalho, para melhor: não tem processo legado para desmontar, não tem sistema antigo para migrar, não tem vício de planilha para quebrar. A decisão de arquitetura é nossa, do zero. Os dois foram explícitos também sobre o motivo da sociedade: entraram por princípio e valor, não por dinheiro.

Quem faz o quê

Dois donos, dois territórios

Isso ficou decidido dentro da reunião, e é o que define a arquitetura inteira dos agentes. Cada sócio tem o próprio agente, no próprio celular, pelo Telegram. Não é um agente compartilhado.

Elias Farias

Execução e técnica

Visita técnica com o cliente, medição, orçamento, lista de material, obra, equipe, permits e inspeção. Ele faz questão de estar na visita: é onde o serviço é definido.

Agentes dele: estimativa, cotação, invoice, contrato, lista de compra.

Hernani

Comercial e marketing

Captação, primeiro contato com o lead, agendamento da visita, conteúdo, tráfego pago, Google Business e portfólio. Também opera o pagamento de funcionário e acompanha o financeiro.

Agentes dele: prospecção, CRM, conteúdo e mídia, relatório financeiro.

Quem opera o sistema são os dois sócios, e mais ninguém. São duas orquestradoras, uma para cada, cada uma no celular do dono.

Diagnóstico

O que dói hoje, na boca deles

Escopo

O que o sistema precisa ter

Tudo abaixo saiu da reunião, pedido por eles, item por item. Está separado por dono, que é como a arquitetura vai ser montada.

Elias · obra

Projeto por cliente

  • Cada cliente vira um projeto com histórico permanente: material gasto, horas de funcionário, quem está à frente da obra.
  • Permits: o que está aprovado, o que está pendente, o que foi negado e o que falta anexar para aprovar.
  • Exigência por cidade: se aceita online ou tem que levar presencial, e o que aquele inspetor costuma cobrar.
  • Inspeções agendadas e realizadas.
  • Planta, fundação, medidas e o passo a passo do que vai ser feito.
  • Subcontratado dentro do projeto: quem foi contratado, quanto foi pago, quanto tempo ficou. Elétrica e plumber entram aqui, mesmo sendo orçados à parte.
Elias · dia a dia

Orçamento, compra e documento

  • Estimativa de tempo e de preço a partir do escopo falado, com a equipe que ele tem.
  • Lista de material a partir da planta, com pesquisa de preço nas lojas da região, o que tem em estoque, o que está em promoção e o link de compra.
  • Relatório de ferramenta a comprar e controle de almoxarifado, incluindo EPI.
  • Cotação, invoice e contrato, com o histórico de invoice dentro do sistema.
  • Pacote de licenciamento preenchido: o agente escreve em português, ele confere, o agente traduz para o inglês.
  • Despesa do dia lançada por voz ou por foto da nota, inclusive gasolina.
Hernani · comercial

Captação e CRM

  • Prospecção com filtro de gênero, idade, renda e região.
  • Monitorar quem acabou de comprar casa, porque casa recém-comprada costuma virar reforma.
  • Pipeline único com tudo que entra: rede social, WhatsApp, e-mail e lead encontrado pelo agente.
  • Primeiro contato e agendamento da visita, com os dois sócios enxergando o mesmo lead.
  • Google Business criado e verificado, com pedido de avaliação automático no fim da obra.
  • Conteúdo: ideia de post, vídeo a partir de imagem, edição com legenda e B-roll, e tráfego pago por região e perfil.
  • Portfólio da obra pronta usado como prova na abordagem.
Os dois

Financeiro e agenda

  • Entrada e saída conectadas à conta bancária, com relatório mensal e projeção mensal e anual.
  • Fechamento pronto para o contador, com nota e comprovante organizados, para deduzir o que é dedutível.
  • Folha e pagamento de funcionário preparados para o dia fixo da semana, com projeção do que vai sair.
  • Stripe para receber no cartão, à vista ou parcelado, com a taxa repassada ao cliente.
  • Agenda operacional com filtro por serviço: obra fechada para os próximos meses, visita de orçamento e apontamento.
  • Resumo do dia seguinte na noite anterior, ou um áudio de manhã com o que está marcado.
  • Balanço do ano: quantos serviços fechou, quanto faturou, quantos perdeu e por quê, para virar follow-up e promoção na baixa.

O sistema

Uma dashboard da empresa inteira

Quando eles falam "o sistema", é isto: uma dashboard onde os dois abrem e acompanham a empresa toda, num lugar só. Não é o CRM sozinho, nem uma planilha bonita. É a tela onde o Elias vê a obra e o Hernani vê o funil, e cada um enxerga o lado do outro quando precisa.

A dashboard aceita as duas mãos. Eles podem lançar e consultar direto na tela, do jeito tradicional, e os agentes fazem exatamente a mesma coisa por voz ou por mensagem: o sócio fala que abasteceu, o agente lança; o sócio pergunta quanto entrou no mês, o agente responde do que está lá dentro. Nada é exclusivo de um caminho, e o dado é o mesmo nos dois.

Isso importa na adoção: em dia de correria, ninguém para para digitar, então o agente resolve. Em dia de escritório, ou quando a pessoa quiser ver tudo de uma vez, a tela está lá.

MóduloO que mostra
Clientes e projetosCada cliente vira um projeto com histórico permanente: o que foi feito, quanto custou, quem tocou
ObraMaterial gasto, horas de equipe, quem está à frente, subcontratado com valor e período
Permits e inspeçãoAprovado, pendente, negado, o que falta anexar e a exigência daquela cidade
FinanceiroEntrada e saída, cotação, invoice, projeção mensal e anual, fechamento para o contador
ComercialPipeline com todo lead que entra, de onde veio, visita agendada e proposta enviada
AgendaObra fechada para os próximos meses, visita de orçamento e apontamento, com filtro por serviço
Equipe e pontoFuncionários, horas batidas pelo Time Station e o que vai ser pago na semana
AlmoxarifadoFerramenta e EPI da empresa, o que tem, o que precisa comprar e quanto foi investido
RelatóriosResumo do dia seguinte, fechamento do mês e balanço do ano com serviço ganho, perdido e o motivo

Arquitetura

Como isso se monta

São dois times de agentes, um por sócio, no mesmo modelo que já rodamos em outros clientes. Cada sócio tem a própria orquestradora no celular dele, pelo Telegram, e abaixo dela os subagentes do território dele.

O agente do Hernani cobre tudo o que ele exerce na empresa: comercial, prospecção, primeiro contato, CRM, marketing, conteúdo e tráfego. O agente do Elias cobre o operacional: planejamento da obra, estimativa, lista de material, permits, subcontratado e a parte técnica. O sócio fala com a orquestradora, ela distribui para o subagente certo e traz o resultado quando fica pronto.

Os dois times escrevem no mesmo sistema e no mesmo CRM. Um enxerga o dado do outro: se o Elias quiser ver o que entrou de lead, ele abre; se o Hernani quiser ver a obra, ele abre. Tudo roda numa VPS da X Green, na nuvem.

A porta de entrada do trabalho é a gravação da reunião com o cliente. É aqui que o fluxo aperta o prazo do mercado inteiro:

  1. O sócio grava a visita com o cliente e avisa o agente que terminou.

  2. O agente lê a transcrição, entende o escopo e monta a proposta visual no domínio da X Green, na língua do cliente.

  3. O sócio revisa, pede ajuste se precisar, e manda o link. Alvo: menos de cinco minutos.

  4. O cliente aprova no próprio link. Se recusar, é obrigado a dizer o motivo, e isso volta como dado.

  5. Aprovou: sai o contrato para assinar e o invoice com link de pagamento, à vista ou parcelado.

  6. Cada cliente fica com o próprio repositório, e o histórico da obra inteira fica guardado.

Integrações

O que precisa ser plugado

PeçaPara quêSituação
Time StationPonto por QR Code com trava de endereçoAPI existe e foi confirmada. Grátis até 10 funcionários; o plano de US$ 19,95 já libera. Limite de 5 mil chamadas por dia
StripeCartão à vista e parcelado dentro da propostaConta a abrir. Taxa em torno de 2%, repassada ao cliente
Google BusinessPosicionamento e avaliação automática no fim da obraConta a criar, e leva tempo para verificar. Começar já
Zillow e dados de imóvelQuem comprou casa, valor e perfil, para prospecçãoA validar por API
BancoEntrada e saída no financeiroA definir qual conta entra
PlaudGravar a visita e virar propostaUm aparelho por sócio, US$ 190 cada

Custo de ferramenta que fica com eles, fora o nosso: cerca de US$ 260 por mês somando Claude Max, as APIs de voz e imagem e a camada de dados, mais a VPS Hostinger KVM 4, que sai por US$ 12,99 por mês no preço promocional, ou seja US$ 155,88 no primeiro ano, e renova a US$ 28,99 por mês, e as taxas do Stripe por transação. Tudo dedutível como custo de empresa.

Fechado na reunião

O escopo que a Anna confirmou no final

Website, sistema, os dois agentes e a integração com o Time Station. A proposta detalhada, com arquitetura, custo e cronograma, ficou de ser enviada no dia seguinte.

Também combinado: indicação de cliente novo paga 10% do contrato fechado, e o Hernani já sinalizou que tem gente para indicar. O próximo projeto da dupla, depois deste, é o sistema do seguro de vida do Hernani.

Para decidir

O que ficou em aberto